30/03/2026
Processado em 2017 por dizer que a Polícia Civil não trabalhava, senador Styvenson agora declara que coronel e capitão da PM ‘não fazem nada’
Processado em 2017 por dizer que a Polícia Civil do Rio Grande do Norte não trabalhava, o senador Styvenson Valentim voltou a atacar, desta vez a Polícia Militar.
Foi neste final de semana, na cidade de Parelhas, onde ele acompanhou o prefeito Tiago Almeida na solenidade de entrega de uma escola reformada com recursos de emenda do seu mandato.
Styvenson discursou explicando que, como senador, consegue fazer o que não conseguia quando atuava como policial.
“Eu não me arrependo nem um dia de estar aqui, representando vocês, não me arrependo. Podia estar coronel hoje, na PM, sem fazer nada”, disse o senador, olhando para o prefeito para continuar a crítica.
“Você sabe, né, que coronel não faz nada. Capitão já não fazia, só eu que trabalhava”, disse o policial, na reserva da PM desde que assumiu a cadeira de senador.

A declaração do senador em Parelhas irritou os policiais e a Associação dos Oficiais Militares Estaduais do RN (Assofme) emitiu a seguinte nota de repúdio:
“Caras e caros oficiais,
Esse senador representa o pior nível de oficiais que já tivemos em nossa instituição na contemporaneidade. Limitado intelectualmente, desagregador, inadimplente com obrigações acadêmicas quando cadete, causou constrangimento em ambiente familiar como a festa dos 100 dias da turma dele. Enfim, sempre foi um oficial de baixo nível. Não seria agora que mudaria.
Sua atuação no senado está pondo em risco o sistema de proteção social dos militares estaduais. Tudo isso em busca de se manter no mandato de senador. Certamente, ele está querendo engajamento nas redes sociais com uma reação nossa. Vamos deixar esse senhor seguir o caminho dele, afinal, como diz o ditado: uma pessoa pode enganar muitas pessoas por muito tempo, mas não conseguirá enganar todas as pessoas por todo tempo.
Assofme”
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O processo contra Styvenson em 2017 se deu a partir de uma declaração dele em maio de 2016, quando ainda coordenava a Lei Seca, em áudio enviado pelo Whatsapp para uma mulher vítima de um acidente.
“Policial civil ganha bem para não fazer nada”, disse Styvenson, sem imaginar que o áudio vazaria. Vazou.
Questionando por superiores, pediu desculpas, mas não se livrou de um processo aberto pelo sindicato da categoria.
Na ação o sindicato dos Policiais Civis cobrava 20 salários mínimos, o correspondente à epoca a R$ 18.740, valor que seria entregue a uma instituições de caridade.
Porém, após acordo firmado com a juíza Érika de Paiva Duarte Tinôco, da 6ª Vara Cível da Comarca de Natal, Styvenson se desculpou publicamente.
“Venho, publicamente, sem constrangimento ou qualquer sentimento de vexame ou submissão pedir, mais uma vez, minhas sinceras desculpas por toda mágoa causada aos integrantes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, esperando, assim, com esse pedido de desculpas extirpar toda e qualquer animosidade, visando restabelecer a imagem e idoneidade da instituição e dos policiais que se sentiram ofendidos, colocando fim ao processo existente bem como retomando o trabalho em conjunto e harmonioso das partes em prol da sociedade potiguar”.
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À época, Styvenson atuava como policial.
Hoje, como senador, ninguém espere que ele vá pedir desculpas a ninguém, sobre o que ele tem convicção do que declara.
