10/02/2026
Fátima Bezerra: última mensagem anual e a certeza que deixa o governo com as mãos limpas e um estado muito melhor
A terça-feira foi marcada na política do Rio Grande do Norte pela leitura da última mensagem anual da governadora Fátima Bezerra, no plenário da Assembleia Legislativa.
Foram 8, desde que assumiu a primeira gestão em 2019.
Todas ao lado do mesmo presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, com quem manteve afinação política e de amizade rm todo esse tempo.
Foto Eduardo Maia
Cada ano uma com suas peculiaridades, desde a primeira, contendo todos os desafios de uma gestão recebida completamente no escuro, com atrasos em exatamente 4 folhas salariais, passando pela pandemia, pelos ataques verbais e financeiros de um governo federal que escolheu a população pobre do Rio Grande do Norte como alvo negativo, até a volta por cima, com a reeleição em primeiro turno, a garantia de um governo federal parceiro, e mais uma vez os desafios de uma gestão chegando ao fim com rompimentos, traições, reconstruções, e uma incógnita: para onde ir?
Na mensagem desta terça-feira a governadora Fátima fez um balanço macro de quem passou 8 anos e deixa o mandato certa de que o Estado ficou diferente. Maior, melhor, mais humano.
Sem denúncias, sem falcatruas, sem escândalos.
Sem visitas de surpresa de homens de farda ao amanhecer, como o Estado vivenciou em gestões anteriores, ou na casa oficial ou de parentes.
Fátima leu a última mensagem com a certeza de que foi desafiada até por uma CPI que tinha a governadora como alvo da política, e não da polícia, mas que terminou com a roupa dela comprada para tomar posse no segundo mandato, conquistado logo no primeiro turno, com os mais de um milhão de votos repetidos, lhe garantindo mais 4 anos. Mais 4 mensagens a serem lidas.
Fátima fez um relato geral na leitura da mensagem, em uma casa cheia, com presença de 13 deputados.
Treze. Um número simbólico.
Ou cabalístico.
O número de votos que ela precisa para eleger o sucessor para um mandato tampão, para ela poder se candidatar a senadora.
Na sua ultima mensagem anual, Fátima dividiu pontos, depois de, rapidamente relatar as dificuldades encontradas e vividas no meio dos caminhos, como as perdas financeiras desenhadas no governo federal em sua primeira gestão.
“Hoje, com serenidade, afirmo que o Rio Grande do Norte está melhor do que estava”, disse, citando os dois maiores marcos de suas gestões: o início das obras de duplicação da BR-304 e a conclusão das obras de transposição do São Francisco, iniciadas nos governos Lula, com pequenos remendos no governo Bolsonaro, e finalizadas na gestão de quem começou. No RN a inclusão no PAC teve o pedido da governadora.
Estradas, recuperação hídrica, investimentos com a transformação do Proadi em Proedi, a recuperação de empregos, tornando o RN no primeiro estado do Nordeste com mais pessoas com carteira assinada do que na lista de beneficiários do Bolsa Família…
Também turismo, infraestrutura, segurança pública com novos equipamentos e novos concursos; na Saúde com o grande número de leitos de UTI…
O relato foi marcado por trabalho e emoções, ao citar sua história e de sua família, reafirmando que sempre teve orgulho de contar…
“Foi nesse ambiente marcado pela dignidade, mesmo na escassez, que formei meus valores, e é com esse sentimento que me dedico à vida pública: cuidando de gente”, encerrou a governadora sem dar sinais…
Onde ela estava nos 8 verões passados? Todo mundo acompanhou.
Mas…para onde ela vai no próximo verão?
Ela não deu pistas…
Ou seria no próximo inverno?
