02/11/2025
Soldados do crime já foram substituídos mas chefes continuam ricos e soltos, alerta Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que é necessário ir atrás dos líderes das facções em operações de repressão ao crime.
Haddad concedeu entrevista coletiva para comentar os resultados finais da Operação da Receita Federal, que prendeu 27 pessoas e apreendeu drogas e contrabando sem confrontos policiais.
"Não adianta só o chão de fábrica, nós precisamos chegar nos CEOs. Os CEOs do crime organizado precisam pagar também pelo que fazem. Se não chegar na gerência, na diretoria, no CEO, você terá esse dinheiro voltando a abastecer o crime organizado", ressaltou Haddad.

O ministro fez a comparação neste domingo, se referindo a operação da sexta-feira (31), contra contrabando, quando 27 investigados foram presos em flagrante, o R$ 160 milhões em mercadorias ilegais foram apreendidas.
Reforçando o resultado da operação:
-3,5 toneladas de drogas for apreendidas. 600 quilos eram de cocaína;
-215 mil litros de bebidas clandestinas também foram apreendidos;
-a Receita encontrou ainda uma aeronave recheada com mais de 500 smartphones;
-também apreendidos 220 veículos.
Mais detalhes da plataforma CanalGov:
Ainda de acordo com a Receita, os agentes frustraram o roubo de mil pistolas que estavam armazenadas em um posto alfandegário.
E um prédio de 20 andares em Belo Horizonte foi interditado, sob indícios de atuação de uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro, sonegação, contrabando e outros crimes.
Só neste empreendimento, as estimativas iniciais apontam que as mercadorias apreendidas somam R$ 50 milhões, mas o montante pode aumentar.
Realizada entre os dias 20 e 31 de outubro, a atividade mobilizou cerca de 400 servidores do Fisco, além de homens do Exército, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, de secretarias de Fazenda estaduais e do Ministério da Agricultura.
